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A Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou hoje a morte de um jovem de 22 anos com gripe A (H1N1) que não apresentava factores de risco.

Com a morte deste jovem, eleva-se para 23 o número de vítimas mortais com o vírus H1N1 em Portugal, segundo a tabela de óbitos da DGS.

O jovem morreu no domingo, sendo a sua morte notificada à Direcção-Geral da Saúde pela Administração Regional de Saúde da Região Centro.

Hoje a DGG notificou o caso à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC).

Dezoito das pessoas cuja morte foi notificada até hoje tinham factores de risco associados e cinco eram saudáveis, entre as quais dois jovens de 22 anos.

Entre as mortes registadas encontra-se um bebé de quatro meses e uma jovem de 24 anos, que tinham factores de risco associados. A maioria tinha mais de 40 anos, indicam os dados da tabela.

Entretanto, as autoridades de saúde estão a investigar a morte de um rapaz de 14 anos que faleceu em casa na segunda-feira e que é autopsiado hoje no Instituto Nacional de Medicina Legal.

O rapaz tinha sido observado no domingo pelo serviço de urgência do Hospital D. Estefânia, em Lisboa, com “queixas compatíveis com quadro gripal”, mas sem febre, nem dificuldade respiratória, nem outros critérios de gravidade clínica, pelo que foi enviado para casa com medicação de suporte, segundo aquela unidade de saúde.

O último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que o vírus H1N1 já causou quase oito mil vítimas mortais em todo o mundo, tendo a doença registado um aumento forte na Europa, com uma subida de mais de 85 por cento de mortes numa semana.

Em Portugal está a decorrer desde 26 de Outubro uma campanha de vacinação contra a gripe A, tendo sido vacinadas no primeiro mês 96 mil pessoas, o que representa 67 por cento das vacinas distribuídas até 24 de Novembro.

As grávidas e os profissionais de saúde têm aderido pouco à vacinação. Dados da DGS indicam que, num universo estimado de 60 mil mulheres grávidas no segundo e terceiro trimestres, apenas foram vacinadas cerca de cinco mil no primeiro mês de vacinação.

Nos hospitais públicos foram vacinados cerca de 17 mil profissionais: 32 por cento dos médicos, 18 por cento dos enfermeiros e 12 por cento dos outros profissionais de saúde.

Por outro lado, a vacinação das crianças com idade entre os seis meses e os dois anos tem tido uma boa adesão, com oito mil doses administradas em pouco mais de uma semana.

A ministra da Saúde tem reiterado o apelo às pessoas para se vacinarem e defendeu uma “concertação entre todos os países” na comunicação à população de modo a diminuir os receios relativamente à vacina e garantir uma maior adesão.

Fonte I Online

Posted: 13 de Novembro de 2009 in Gripe A, [Informação]

FAQ sobre a Gripe A

A Direcção Geral de Saúde organizou uma série de respostas a perguntas frequentes que abrangem tudo o que é preciso saber sobre a Gripe A.

1. O que é o novo vírus da Gripe A H1N1?
O novo vírus da Gripe A H1N1, que apareceu recentemente, é um novo subtipo de vírus que afecta os seres humanos. Este novo subtipo contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da Gripe e apresenta uma combinação nunca antes observada em todo o Mundo. Em contraste com o vírus típico da gripe suína, este novo vírus da Gripe A H1N1 é transmissível entre os seres humanos.

2. Quais os sintomas da doença pelo novo vírus da Gripe AH1N1?

Os sintomas de infecção pelo novo vírus da Gripe A H1N1 nos seres humanos são normalmente semelhantes aos provocados pela Gripe Sazonal:

Em alguns casos, podem surgir complicações graves em pessoas saudáveis que tenham contraído a infecção.

3. Como se infectam as pessoas com o novo vírus da Gripe A H1N1?

O modo de transmissão do novo vírus da Gripe A H1N1 é idêntico ao da Gripe Sazonal. O vírus transmite-se de pessoa para pessoa através de gotículas libertadas quando uma pessoa fala, tosse ou espirra. Os contactos mais próximos (a menos de 1 metro) com uma pessoa infectada podem representar, por isso, uma situação de risco. O contágio pode também verificar-se indirectamente quando há contacto com gotículas ou outras secreções do nariz e da garganta de uma pessoa infectada – por exemplo, através do contacto com maçanetas das portas, superfícies de utilização pública, etc. Os estudos demonstram que o vírus da gripe pode sobreviver durante várias horas nas superfícies e, por isso, é importante mantê-las limpas, utilizando os produtos domésticos habituais de limpeza e desinfecção.

4. Qual é o período de incubação da doença?

O período de incubação da Gripe A H1N1, ou seja, o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas, pode variar entre 1 e 7 dias.

5. Durante quanto tempo uma pessoa infectada pode transmitir o vírus a outras?

Os doentes podem infectar (contagiar) outras pessoas por um período até 7 dias, a que se chama período de transmissibilidade ; é, contudo, prudente considerar que um doente mantém a capacidade de infectar outras pessoas durante todo o tempo em que manifestar sintomas.

6. A doença pelo novo vírus da Gripe A H1N1 pode ser tratada?

O novo vírus da Gripe é sensível aos medicamentos antivirais oseltamivir e zanamivir.

7. Qual a melhor forma de evitar a disseminação do vírus, no caso de estar doente?

Limite o contacto com outras pessoas, tanto quanto possível
Mantenha-se em casa durante sete dias, ou até que os sintomas desapareçam, caso estes perdurem
Cubra a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, usando um lenço de papel; nunca as mãos!
Utilize lenços de papel uma única vez e coloque-os de imediato no lixo
Lave frequentemente as mãos com água e sabão, em especial após tossir ou espirrar
Pode usar toalhetes descartáveis com soluções alcoólicas

8. Qual é a melhor técnica de lavagem das mãos?

Lavar as mãos frequentemente ajuda a evitar o contágio por vírus da gripe e por outros germes. Recomenda-se que use sabão e água, pelo menos durante 20 segundos. Quando tal não for possível, podem ser usados toalhetes descartáveis, soluções e gel de base alcoólica, que se adquirem nas farmácias e nos supermercados. Se utilizar um gel, esfregue as mãos até secarem e não use água.

9. Existe alguma vacina contra o vírus da Gripe A(H1N1)v?

De momento, não existe vacina que proteja as pessoas contra o novo vírus da Gripe A H1N1.

10. A vacina da Gripe Sazonal é eficaz contra o novo vírus da Gripe A H1N1?

Não há evidência científica, até ao momento, de que a vacina contra a Gripe Sazonal confira protecção contra a Gripe A(H1N1)v

11. O vírus da Gripe A H1N1 pode ser transmitido às pessoas através do consumo de carne de porco ou derivados?

Não. O vírus da Gripe A H1N1 não é transmitido pela ingestão de carne de porco ou derivados. Esta nova estirpe não foi, até à data, observada em animais e não há indícios de que o vírus tenha entrado na cadeia de produção. Tanto a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, como o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças desconhecem qualquer evidência científica que sugira a possibilidade de transmissão do vírus por consumo de carne de porco e derivados.

12. Qual é a situação da doença na Europa e no resto do Mundo?

A situação a nível mundial está em constante evolução. Para informações mais recentes, consulte o Microsite da Gripe do sítio da Direcção-Geral da Saúde.

13. Que devo fazer para me proteger se tiver de viajar para áreas onde foram identificados casos de Gripe A H1N1?
Os viajantes devem seguir as precauções gerais de higiene relativamente a infecções respiratórias se viajarem para áreas onde foram detectados casos de infecção pelo novo vírus da gripe:

14. Que precauções devo tomar se estiver a regressar de uma área onde foram identificados casos de Gripe A H1N1?
Viajantes que regressem de uma área onde foram detectados casos de infecção pelo novo vírus da Gripe devem estar particularmente atentos ao seu estado de saúde e, se experimentarem algum dos seguintes sintomas, devem contactar de imediato a Linha Saúde 24 (808 24 24 24), durante os 7 dias seguintes ao regresso:

15. Estamos perante uma nova pandemia de Gripe?

Uma pandemia de Gripe é uma epidemia à escala mundial, provocada por um novo vírus da gripe que infecta uma grande parte da população. No século XX, houve 3 pandemias deste tipo: em 1918, 1957 e 1968. Em Portugal e nos outros países da Europa foram desenvolvidos, nos anos mais recentes, esforços consideráveis de preparação para uma pandemia, tendo todos os Estados Membros da União Europeia Planos de Contingência Nacionais. Em 11 de Junho de 2009, a Organização Mundial de Saúde elevou para 6 o nível de alerta de pandemia. Esta alteração da Fase 5 para Fase 6 não está relacionada com o aumento da gravidade clínica da doença, mas sim com o crescimento do número de casos de doença e com a sua dispersão a nível mundial.

Fonte: Sol