Urzúa conta detalhes inéditos da vida dos mineiros encurralados

Posted: 14 de Outubro de 2010 in [Noticias]
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O último dos mineiros a ser resgatado contou como viveram os 33 mineiros a 700 metros de profundidade durante 70 dias. O momento mais emocionante viveram-no no início quando a primeira sonda chegou à mina de São José.

«Quando chegou a primeira sonda ao refúgio todos queriam abraçá-la. Eram seis da manhã. Tínhamos todo um protocolo para o primeiro dia em que chegaria a sonda, mas esqueceu-se tudo e todos a queriam abraçar», relatou Urzúa ao presidente chileno, citado pelo portal chileno Emol.

El Jefe , como ficou conhecido por ser o líder do grupo, explicou que nessa sonda onde os mineiros colocariam o bilhete de confirmação que estavam vivos, os homens deixaram muitas mensagens. «Havia vários bilhetes: um dizia mandem comida, tenho fome . Foram bastantes papéis, mas Deus quis que só chegassem os que deveriam chegar».

A mensagem que confirmou ao mundo que os 33 mineiros estavam vivos foi escrita por José Ojeda e resumia perfeitamente toda a informação necessária: «Estamos bem, os 33, no refúgio».

Segundo Urzúa, depois do acidente, a 5 de Agosto, demoraram cerca de três horas a perceber o que se passava, devido à poeira que se levantou. Tentaram sair várias vezes. «Muita gente desatou a fazer coisas que não eram as melhores, mas por sorte soubemos manter a calma e graças a Deus não houve ninguém ferido», disse.

A sua principal preocupação, nesta altura, foi o estado de outros colegas que nesse momento estavam a sair da mina no fim do turno de trabalho. «Perguntámo-nos sempre se tinham saído ou não».

«Nós víamos como as máquinas perfuravam. Nos primeiros cinco dias tínhamos a certeza que estavam a trabalhar na mina para nos salvar, mas sabíamos que era difícil. Eu sabia como estava a coisa.», relatou Urzúa.

Em relação ao estado de espírito, Urzúa explicou que «de repente podia ir-se abaixo, mas que tinha força suficiente para falar com os trabalhadores, dizer-lhes o que se passava».

O líder do grupo recordou também os primeiros dias de encarceramento. «Tínhamos pouca comida. Por fim, comíamos de 48 em 48 horas, para deixar qualquer coisa para os dias seguintes».

«Tínhamos a esperança de que algum dia podíamos ser resgatados. E por isso damos graças a Deus», afirmou.

Fonte: SOL

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