Raptor de Natascha Kampusch obrigava-a a trabalhar quase nua

Posted: 7 de Setembro de 2010 in [Noticias]
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A austríaca mantida em cativeiro durante oito anos era obrigada a rapar o cabelo e a trabalhar seminua como escrava doméstica, era agredida pelo raptor 200 vezes por semana, presa à cama com algemas plásticas sempre que ele queria partilhar a cama com ela e era forçada a tratá-lo por “Mestre” ou “Meu senhor”. Estas são algumas das revelações feitas por Natascha Kampusch, hoje com 22 anos, na sua primeira autobiografia – o livro “3096 dias” vai ser lançado na quarta-feira, mas esta segunda alguns excertos começaram a ser publicados no “The Daily Mail”.
Kampusch  – que tinha 10 anos quando foi sequestrada por Wolfgang Priklopil – confessa pela primeira vez que tentou várias vezes o suicídio por ser mantida presa numa cela “hermeticamente fechada”: não tinha janelas, apenas uma cama, uma sanita e um lavatório. Nessa mesma cela chegou, depois de alguns meses presa, a pedir ao sequestrador que a abraçasse. “Eu era apenas uma criança e precisava do consolo do toque humano.” Na primeira noite do sequestro, recorda-se mesmo de lhe ter pedido para a deitar na cama e contar-lhe uma história para adormecer. “Tudo para conservar a noção de normalidade”, conta a austríaca.
Por outro lado, Kampusch lembra que Priklopil dizia que ela lhe pertencia e não se chamava mais Natascha, ao mesmo tempo que a obrigava a tratá-lo por “Mestre” ou “Meu Senhor”. Da mesma forma que a ameaçava: ” Se não te comportare, vou ter de te amarrar.”
O sequestrador terá feito pressão para que Natascha Kampusch acreditasse na sua história de sequestro: “Ele disse-me que os meus pais se recusaram a pagar o resgate. Dizia-me: os teus pais não te amam, não te querem de volta, estão contentes por se verem livres de ti.”
Natascha Kampusch conseguiu escapar em Agosto de 2006, quando tinha 18 anos, e hoje vive em Viena de Áustria. Priklopil, engenheiro de 44 anos, suicidou-se mal percebeu que a austríaca teria fugido.
Não foi o único caso do género a chocar a Áustria. Em 2008 foi descoberta a história de Josef Fritzl, que manteve a filha Elisabeth, de quem teve sete filhos, em cativeiro durante 24 anos.

Fonte: Jornal I Online

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