Presidenciais: Alegre critica «promiscuidade» entre justiça, política e comunicação social

Posted: 20 de Fevereiro de 2010 in [Informação], [Noticias]

O candidato a Presidente da República Manuel Alegre criticou hoje, em Coimbra, a «promiscuidade» entre a justiça, a política e a comunicação social e afirmou que Portugal precisa de repor «rapidamente» a normalidade democrática.

Falando num jantar para cerca de meio milhar de apoiantes, o histórico dirigente socialista disse que há «que repor rapidamente a normalidade democrática, a cooperação institucional, o primado do interesse nacional sobre o excesso de tacticismo, de cálculo e de intriga política».

«A nossa República padece de excesso de tacticismo. Não é um bom exemplo, nem uma forma sã de liderança», referiu Alegre, dizendo que há cargos que «não podem ser um refúgio de silêncios pendentes, nem de cálculo pessoal».

Para o escritor e poeta de Coimbra, os portugueses não compreendem que, passados menos de quatro meses sobre a realização de eleições, «se esteja a viver uma crise política, que é sobretudo de credibilidade e confiança, em vez de se procurar resolver as dificuldades que enfrentam no dia-a-dia: o desemprego, as falências, a precariedade, a falta de meios para pagar a casa, a escola e a alimentação dos filhos».

Manuel Alegre manifestou-se contra aquilo que considera ser, actualmente, a «promiscuidade entre a justiça, a política e a comunicação social», considerando que quando a justiça não funciona «cai-se no justicialismo», que substitui os tribunais na praça pública.

«Não há segredo de justiça quando a justiça não funciona ou quando alguns dos agentes fundamentais do sistema judicial se convencem de que a justiça não funciona e decidem passar, eles próprios, à acção, arvorados em justiceiros», salientou.

Numa intervenção em que enviou diversas mensagens políticas, o candidato a Presidente da República criticou também aqueles que dizem não existir liberdade de imprensa em Portugal.

«Há liberdade, felizmente há liberdade. É uma conquista que deve ser protegida, consolidada e acarinhada, com abertura, tolerância, respeito pela diferença e intransigência perante qualquer tentativa de abuso, condicionamento ou controlo da comunicação social», frisou.

No entanto, ressalvou, «a liberdade de informar não pode ser sinónimo de devassa». «A lealdade de qualquer jornalista que se preze deve ser para com a verdade dos factos», acrescentou.

O ex-deputado socialista defendeu ainda uma nova economia, «voltada para as pessoas», em contraponto àquela «que fecha todos os dias fábricas e empresas, que estimula o consumismo desenfreado e que provoca cada dia novos sobre-endividados».

Sem nunca citar nomes, Manuel Alegre criticou ainda aqueles que estão mais empenhados em «patrocinar candidatos contra a minha candidatura do que em derrotar o candidato da direita».

«O ressentimento nunca foi um motor para a vitória», disparou o candidato, que acredita na vitória, mas «não com base na desunião ou numa falsa unidade de propósitos».

«É tempo de saber quem quer unir e quem quer dividir. É tempo de saber quem quer ganhar e quem quer apenas ajustar contas e atrapalhar», afirmou Manuel Alegre, arrancando uma ruidosa salva de palmas.

Lusa / SOL

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